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Quinta-feira, Abril 26

Uma longa história...


É pelo título que deu vida a este blog que começo o texto de hoje.
Senti o desejo de relembrar sobre uma pessoa que também me deu vida quando me sentia desfalecida. Foi algo mágico!
Há pouco mais de 4 anos nasceu uma amizade que nunca pensei que um dia fosse acabar.
E que não acabou. Estamos passando por um período de "ocupação".
Aquele momento em que outras coisas possuem uma urgência maior se tratando de disponibilidade.
Depois de tantos anos contando histórias dramáticas e com finais infelizes, ficamos disponíveis de verdade para o amor.
Travamos também uma batalha com nosso lado intelectual e pensa-se muito no futuro.
As horas consumidas devorando livros à procura de conhecimento absorvem muito dos minutos que antes usávamos para coisas bobas, como perguntar sobre o decorrer do dia.
Estar apaixonada, levou o resto do tempo que sobrou.
Só não se pôde prever que essas coisas bobas levariam consigo toda a espontaneidade que um dia já houve entre nós.
As raras ligações se restringem a cobranças, reclamações e para dar más notícias.
Convites são desprezados ou secundários.
Eu sinceramente não sei explicar como deixamos chegar a este ponto.
Depois de tanto condenar destinos como este, não há como compreender de que forma a negligência abraçou esse relacionamento.
E para piorar, às vezes penso nem ser possível definir o que existe como "relação".
É com muita tristeza que escrevo a frase acima. Mas não consigo mais mentir.
Eu possuo uma vontade dentro de mim de mover mundos se tratando de restaurar tudo aquilo que se perde aos poucos.
E ao mesmo tempo o descaso que já me é familiar diz para deixar tudo como está, a mercê de algo indefinido.
As lembranças são inapreciáveis!
Mas o presente incomoda. E muito.


Texto por: Daniela P.

Quinta-feira, Abril 5

Fim de verão


No final do ano passado eu conheci um cara. Algo passageiro, como sempre. Ele era um tipo de pessoa que não falava muito, desses muito tímidos. Então não diria que o conheci, pois conversamos pouco. Assuntos eram limitados à trabalho e faculdade.

O tempo passou.

Passaram-se as festas e ele nem por um segundo passou pela minha cabeça.
Ok. Passou sim.
Mas foi apenas pelo fato de alguns amigos próximos me dizerem com frequência que ele perguntava por mim.
Que diabos esse garoto quer comigo??!
Mal sabe ele que eu sou uma perdida, metade vazia e com a outra metade tentando ser preenchida com álcool e diversão.
Sabe, essas coisas que todo mundo insiste em dizer que faz a gente esquecer dos problemas. Essas coisas que maquia as situações. É só substituir a palavra "consequência" com "viver intensamente" que tudo fica melhor.
Quem dera fosse simples assim.
Eu não estava nenhum pouco feliz.
Aquela sensação de que faltava algo voltou a me incomodar e eu realmente não sabia o que poderia ser.
Eu estava vivendo uma ótima fase profissional e tinha acabado de passar no vestibular.
Minha família não poderia estar mais unida e eu tinha me tornado uma pessoa tão agradável que até eu me surpreendia comigo mesma.
Então, teoricamente, eu não precisaria de mais nada.

Num período pós-carnaval, voltei a visitar os antigos amigos e reencontrei aquele que hoje, não sei mais viver sem.
Foi amor a segunda vista!
Foi, honestamente, impressionante a forma como me senti. 
Sinceramente, indescritível.
Simultaneamente, percebi uma voz no lado esquerdo do peito dizendo "Não o perca de vista por nada nesse mundo". E não irei. 
Agora sim, me sinto completamente feliz. Ando rindo por aí mais do que o normal, até.

Algumas pessoas chegam justamente quando você mais precisa, sem você estar esperando.
Por esse motivo, mudei minha opinião drasticamente sobre odiar surpresas.
Aliás, essa palavra "ódio" está riscada definitivamente do meu vocabulário.
Desconheço a origem.

Desde o dia três de março, o meu passado foi anulado e minha vida começou a partir do dia seguinte. Estou passando por um processo de transformação vital.
Agora, nada mais me falta.

Texto por: Daniela P.

Terça-feira, Março 27

Amor é tudo o que você precisa


Sempre deixei bem claro que a maior recompensa que eu poderia obter num ambiente de trabalho, seria a recompensa psicológica. Aquela sensação de satisfação por ter feito algo certo e me orgulhar por isso.
Não que dinheiro não seja importante, mas quando vista como algo primordial, ele mais atrapalha do que ajuda.
Já vi pessoas com bases humildes se transformarem em pessoas motivadas por sentimentos vis, por possuírem cem reais a mais no bolso.
Desculpe, mas eu não sou apegada a bens materiais. 
Quando se experimenta o que a vida de fato tem a te oferecer, como por exemplo pessoas e tudo o que elas trazem consigo, você passa a querer arrancar o melhor que pode delas.
 E digo, amor. Aquele amor que não enche barriga de ninguém, mas enche o coração de quem quer fazer o melhor por si e por quem ama.
Amor que inspira. 
Amor que compreende.
Amor que torna vívido.
Amor que transforma o ofício em prazer e não em mera obrigação para viver (ou sobreviver).


Texto por: Daniela P.

Terça-feira, Fevereiro 7

E ponto final

Eu não sei como falar com as pessoas.
Essa é a grande questão de hoje.
Eu oscilo muito entre o "não tô nem aí pra nada" e o "quero levar algo a sério nessa vida".
Isso associado a um sarcasmo diário, faz com que eu não seja compreendida por todos.
Nunca se sabe quando falo sério ou não.
E eu me cobro sempre para poder ser a mais explícita possível, embora às vezes eu exagere demais. Ser literal passa uma verdade além do que as pessoas querem ou devem saber. E me criticam muito por isso. 
Mas eu não sei ser verdadeira pela metade.
Ok. Assumo que maior parte do tempo que tenho eu uso para me justificar: o quão influenciada eu fui por nascer e ser criada com meninos; graças a isso eu me tornei meio rude, meio indiferente, pouco feminina e muitas vezes desbocada.
Mas independente do meio, de certa forma eu também escolhi ser assim.
Concorde você ou não. Goste você ou não. Entenda você ou não.


Texto por: Daniela P.

Sábado, Dezembro 24

Esperando o fim

Minha vida anda um pouco fora de controle. Eu ando caindo aos pedaços de vez em quando; daí ouço uma música triste pra algo fazer sentido. 
Eu não consigo me explicar para mim mesma. Perdi o dom de transcrever emoções para o papel, se é que algum dia eu tive esse dom. Eu conseguia deixar as coisas mais claras pra mim mesma. Agora eu me perdi. Vivo andando por caminhos tortos, desejando mudar por dentro, mas tudo aquilo que eu ando fazendo e dizendo prova o contrário. 
Perdida. 
Achando que amor é uma droga e que esperança foi feito pra idiotas acreditarem em algo que contorne suas falhas. Fingindo sorrisos. (...)
Esperando ansiosamente mais um ano findar para começar de novo. Datas não datam. Nenhum dia determinado é motivo de mudança.
Todos os dias são sinônimos de recomeço
Mas a gente é assim; sempre deixando pra depois.
Sempre esperando o mundo mudar... permanecendo imutável.

Texto por: Daniela P.

Quinta-feira, Dezembro 8

Vai passar....

Eu tenho uma coisa que, temo já fazer parte de mim. Não o digo com brio, felicidade, orgulho ou qualquer outro tipo de adjetivo que exprima valor. Digo com dor, vergonha, tristeza, opróbrio e suas mais variadas definições.
Esse pessimismo precoce de achar que já não vai dar certo antes mesmo de tentar me persegue. Me peguei sentindo isto por diversas vezes. Contudo a frequência com que ele aparece é controlável. Eu, eu mesma e eu de novo precisamos enxergar ou entender o quão palpável é o medo para poder evitá-lo. Não adianta você pai, você amigo, você José da padaria e até mesmo você terapeuta e seus longos anos de estudo e mestrados que o muro blindado de autoproteção criado dentro da minha cabeça por mim mesma, não vai sair assim, de um dia dia pra noite. 
Vão ser jornadas integrais de muito trabalho, chão, estrada, estrela, noites insones e carneirinhos pra contar.

Texto por: Daniela P.

Quinta-feira, Novembro 17

Terminal

Do que adiantou a tentativa malograda de adaptação, em suma? Se não há paixão, não há vontade, prazer, satisfação, felicidade enfim.
E todo dia pela manhã me perguntava por que raios fazia aquilo.
Todo dia retinha todo aquele desprezo, àquelas pessoas. (Não todas!)
Nunca acreditei no meu trabalho. Só no meu trabalho, se é que vocês entendem.
A diferença de valores e ambição; o significado daquilo tudo. O objetivo! A ética!
Não era pra mim. Não concordava. Não entendia. Nunca acreditei.
O que eu faço aqui? Perguntava-me sempre.
Mas acabou.
Me sentia como presa a um relacionamento no qual não sabia como terminar.
"O problema não é você, sou eu." A clássica desculpa dita pelos homens há séculos poderia servir também para rescisão de contratos.
Mas acabou.
E o que acontecerá agora... 
Quem sabe?


Texto por: Daniela P.

Segunda-feira, Novembro 14

Acorda Brasil

Essa semana estamos presenciando através dos noticiários a prisão do traficante "Nem" e da ocupação da polícia na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, assunto cuja repercussão atravessa o globo de ocidente a oriente.
Partindo da premissa da construção de cenários, quando penso no caso Rocinha, me vem a cabeça: e se algumas décadas atrás, nos anos 70 por exemplo, no "milagre econômico", a educação também tivesse sido privilegiada com investimentos pesados? Será que hoje em dia o sistema educacional de fato atenderia a demanda?
E cá entre nós, é impossível falar de violência sem falar de educação.
Os dois são interligados. A diminuição de um, depende do sucesso de outro. 
Infelizmente, o descaso com os menos favorecidos ainda esta em evidência. Programas como UPP, UPA, PAC e derivados, ainda são insuficientes para a melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro que esta sedento por mudança!
Eu vejo a reforma na educação uma solução permanente e eficiente a longo prazo para construir um Brasil melhor, com pessoas com mais discernimento, usufruindo de maiores e melhores oportunidades, correndo pra longe das drogas e do tráfico, participando de um crescimento efetivo do país. 
Não dá mais pra assistir de braços cruzados jovens se tornando delinquentes como se não houvesse outra escolha de vida; que ficam cegos mediante a "vida fácil" em detrimento da liberdade.
Isso tem que acabar já!

Texto por: Daniela P.

Sábado, Novembro 12

Para meninas

Lembrando que o texto abaixo não é uma generalização.


Uns dias atrás li um texto que dizia que mulheres extremamente chatas e ciumentas eram as que os homens jamais esqueceriam, por terem sido as melhores namoradas, seguido de uma observação de que mulheres assim não pedem perdão, são orgulhosas, mas que são as que mais dão valor...
Espera um pouco!
Quer dizer então que se eu brigar todo dia com o meu namorado porque eu fiz um dramalhão acerca de algo pequeno e continuar achando que minhas atitudes infantis são dignas de razão, ele não se esquecerá de mim, caso nosso relacionamento venha a terminar, pois minha postura frívola foi apenas pra demostrar meu amor sem limites?
Isso é um desgaste emocional sem tamanho! 
Certamente, meninas assim fizeram a vida do pobre moço um inferno e esse é o motivo pelo qual eles nunca esqueceriam da namorada; temendo encontrar outra com as mesmas características.
Não se iludam a ponto de achar que homem gosta de ser controlado, de lidar com ciúmes - na maioria das vezes - extremos e aguentar drama meia-boca de garota insegura.
Eu sou mulher e entendo que muita dessas coisas não são propositais e na hora não há uma clareza sobre o negativo impacto que isso causa num relacionamento. Mas vamos lá, pedir desculpas faz parte do desenvolvimento do amadurecimento. Quer prova de amor maior do que deixar o orgulho de lado?
Tudo nessa vida precisa de uma flexibilizada pra dar certo.
Esse é o real significado de dar valor a quem se ama.
Façamos a nossa parte.
Já ouvi muito mulheres dizerem que falta homem de verdade nesse mundo. Eles dizem o mesmo de nós. E com razão.

Texto por: Daniela P.

Quinta-feira, Novembro 3

Primavera

Dizem que a primavera é a estação do amor. Ok. 
Não é uma verdade absoluta, mas nada como uma boa suposição para iniciar as esperanças.
A estação começa, não diferente das outras, com supostos amores. E breves, repito, breves envolvimentos com um sentimento de vazio imutável. 
Mas este, não por falta de pessoas, mas por falta de toque. 
Como boa observadora que sou, percebi que não há mais casais como antes...
Estar junto parece ser mais questão de suprir carência do que pelo prazer intrínseco de construir uma felicidade a dois.
Quero distância de superficialidade.
"Já estou cheio de me sentir vazio, meu corpo é quente e estou sentindo frio", disse Renato Russo num quase dejà vu vivenciado por mim, hoje.
Por favor, um amanhecer bem ardente e feliz. 
Preciso respirar um ar de primavera com cheirinho de amor!


Texto por: Daniela P.